Thursday, November 30, 2006

Abrir portas ao amor, é mais do que abrir portas ao novo, mas sim abrir o coração.


Para agirmos com justiça em relação ao que se passa na nossa vida, muitas vezes temos de nos colocar á margem das coisas...
Comos se fossemos observadores não participantes, para assim podermos agir de forma racional, e não meramente sentimental, na tomada dessas mesmas atitudes.

Se somos coerentes com os outros, teremos em primeira linha de ser coerentes connosco próprios.

O tema anterior dá pano para mangas na arte de viver.

Agora ponho-me no lugar de terceiros em relação ao que se passou no contexto anterior.

Existe um casal que manteve uma relação fisica e afectiva durante vários anos, com filhos em comum.
A vida muda, e ambos decidem mudar o rumo das suas vidas.

Para o fazermos, temos de dar largas para o amor.
Em todos os sentidos.
Temos de perdoar o passado.
Para dar abertura ao presente e para acima de tudo olhar em direcção ao futuro, a um futuro promissor.

Mas...depois desta relação acabar e ficar ilesa em termos de amizade, quando damos largas ao amor, para outras pessoas, como se sentem as outras pessoas envolvidas, nisto?

Estaremos também a pensar nelas?
A pensar no espaço que elas ocupam no nosso coração?

Mas temos de misturar tudo?
Temos de misturar o que sentimos pelo passasdo com o que sentimos com o presente, e o que nos envolve num futuro?

Porque não separamos as águas?

Porque não descomplicamos o que é de fácil descomplicação.
Ora vejemos:

Se nos separamos de uma relação do passado, é porque acabou.
Acabou o que sentimos por aquela pessoa fisicamente e emocionalmente.
É porque a unica conclusão que poderemos tirar dessa relação é amizade.

Então se acabou porque pensam os outros, que poderá haver alguma hipótese de envolvimento? Porque têm medo, que as águas retornem a um outro porto. Têm medo de enfrentar o novo, o futuro nesta sua nova relação.

Não é habitual as coisas se processarem assim. E temos de seguir o que é "normal"?
O que socialmente nos foi imposto, como o correcto?
O correcto é manter distancia. Porque a outra pessoa pode-nos fazer mal...

Que palhaçada é essa?

Porque haverá uma relação amigável deixar de o ser, porque terceiros têm receio de ser amados?
Será justo pensar que o lugar no coração das pessoas perde o destaque?

Se a pessoa aceita a prosperidade, e quer viver melhor, e escolhe outros caminhos de vida com novas pessoas, não será para dar oportunidade a si própria e ao outro, ao novo, para amar?
Para encontrar este lugar de amar?


Porque tem de haver medo de tocar na ferida, quando se o presente é com esta pessoa nova, a que nós escolhemos para amar novamente?
Estaremos a pensar nas consequências desastrosas que poderemos provocar se deixarmos um novo amor ir por água abaixo só porque existe um passado nas nossas vidas?

Será justo?
Será justo as pessoas deixarem de se dar, só porque a sociedade assim impõe?
Será justo deixar de aceitar que existiu um passado e abrirmos portas para um novo amor no presente, reprimindo e inibindo um passado? Escondendo o sol com a peneira?
Apagamos com uma borracha o passado da nossa vida somente para dar largas a uma nova relaçao?

Quando gostamos temos de ter confiança.
A confiança é a base de tudo.
Temos de ter certeza. A certeza do que queremos do que gostamos e de querermos ir ou não em frente com o novo.
Temos de ser aventureiros também na arte de amar.
Mas quando se ama, ama-se incondicionalmente, seja com passado, presente ou futuro.
E respeita-se estes tempos de igual forma. Todos eles.

Quando uma terceira pessoa entra numa vida préviamente formada, mas não totalmente estrurada, vem fazer simplesmente o seguinte:

Completar a peça do puzle, que saiu da sua vida e que deu lugar a outra.
A arte de amar é irreverente por vezes.
Mas também é sábia.
E na tomada de atitudes tem de haver sabedoria e confiança, sensatez e equilibrio.

No entanto não há motivos para pôr o passado de lado.
Nem há motivos para não dar largas a uma nova vida, com um outro alguém.

Todos temos a oportunidade de sermos felizes.
Todos temos de fazer por isso.
Todos deviamos fazer mais por isso.
Pelo amor.

Agora receios, medos e desconfianças do imaginário e do irreal...
amigos do ciúme e do medo...não.
Cada coisa no seu lugar.

O velho tem de dar lugar ao novo.
O novo tem de ter consciência que existe um velho.
O novo tem de amar livremente e sem preconceito em relação á sua nova relação, sem medos.
E o velho tem de se libertar do velho para dar lugar ao novo para amar livremente também .

Chama-se liberdade no amor. Na arte de amar. A lei do desapego.
Desapego. Só podemos amar novamente, se nos desapegarmos do velho.

O velho tem de se desapegar do passado.
O novo tem de resurgir para alegrar um novo dia... não para o escurecer nem menosprezar.

Amar faz bem...mas só se for desprendidamente.
O amor é livre.
Livre. Livre do preconceito.
Livre do ciume, livre de qualquer tipo de prisão.

A oportunidade de se querter ser feliz está apenas na mão de cada um ...
Assim como o livro que tou a escrever:
"A mudança está toda nas tuas mãos."
É verdade, a nossa capacidade de aceitar o novo dá-nos largas a uma enorme mudança de alma e de coração...

Procurem separar sempre as águas e pensem...se amo, tenho certeza dos meus passos, e não me sinto sózinha, porque tenho a certeza que amo.

1 comment:

A Revoluçao Feita por Nós said...

OLÁ KIKO. SABES...QUANTO A MIM SEMPRE TE TRATAREI DA FORMA QUE ME HABITUEI A TRATAR. UMA VEZ DISSE QUE NAO SOMOS NÓS QUE TEMOS DE NOS HABITUAR AOS OUTROS. SÃO OS OUTROS QUE TEM DE SE HABITUAR Á FORMA DE VIDA QUE JÁ TEMOS, QUE SE CONSTRUI TAMBEM. TODOS TEMOS UM TEMPO DETERMINADO. PARA AS PESSOAS QUE ENTRAM TAMBÉM ELAS TERAM O SEU TEMPO DE CUMPLICIDADE, DE CONSTRUIR E EFECTIVAR CADA VEZ MAIS OS LAÇOS QUE TODOS CRIAM NAS SUAS NOVAS AMIZADES OU AMORES. MAS PARA ISSO É NECESSÁRIO TAMBEM QUE AS PESSOAS ENCAIXEM. UMA COISA É CERTA...TEMOS SEMPRE QUE TER TODOS UM TEMPO DE HABITUAÇÃO, UM TEMPO DE ENCAIXE EM RELAÇAO AOS OUTROS E OS OUTROS A NÓS. TEMOS TODOS QUE NOS HABITUAR SEM MEDOS, SEM RECEIOS ,SEM ALTRUÍMOS , SEM EGOISMOS. CADA PESSOA TEM DIREITO AQUILO QUE NOS COUBER DAR TAL COMO RECEBER. NADA É DIFERENTE A NÃO SER QUE O TORNEMOS DIFERENTE. RESPEITO SIM...SEMPRE...BAIXAR A CABEÇA É QUE NUNCA. SOMOS O QUE SOMOS...SOMOS O QUE CONSTRUIMOS.DESTRUIR..OU REMETERMO-NOS AO SILENCIO É DEIXAR DE SER O QUE SOMOS.RESPEITO, AMOR,AMIZADE,CUMPLICIDADE,AMIGOS,NAMORADOS...SEJA LA OQ UE FOR...TUDO PODE SER, TODOS PODEM BENEFICIAR E COM ISSO NÃO MUDANDO O MUNDO..MUDAMOS O NOSSO PEQUENO ESPAÇO, SEMPRE NA PROCURA DE MELHORAR COMO PESSOAS E COMO SERES HUMANOS.

BRUNO