Monday, December 11, 2006

Pedido de amiga!!!


Uma grande e querida amiga minha, pediu-me para abordar um tema, complicado.
Assuntos sentimentais.
Ora, no pequeno contexto deste “blog” temos abordado algumas temáticas neste sentido.
Mas o tema especifico é essencialmente o desapego em relação ao assunto sentimental.

Como quebrar as amarras da vida, e de como nos libertarmos de algo que não nos move mais para lado algum.
Que fica estagnado sobre nós próprios.
Onde não há reciprocidade no diálogo, ou no contexto de viver.
Essa minha amiga sofre com uma dor sentida por um outro alguém que sofre de amor.
Ora, nada de novo até aqui.
Mas o sofrimento do outro (de alguém que faz demasiadamente parte do seu ser, está em sofrimento, e isso causa-lhe a esta minha querida amiga, dor )
Dor e mágoa de ver um outro alguém, que faz parte de si a sofrer.
Primeiro – amor altruísta, este da minha amiga.
Amor legitimo e companheiro por alguém do seu próprio sangue.
Preocupação por saber se está bem esse seu grande amigo de jornada.

O problema deste seu amigo é exactamente não se libertar do passado, de se envolver corriqueiramente nas entrelinhas da vida de uma forma oca, de uma maneira sufocada de se exprimir no acto de viver. Não recebe diálogo nem correspondência, nem é correspondido do outro lado de lá.
Então porque continua a alimentar essa dor emocional?
Porque continuamos muitos de nós a viver no tempo passado, mesmo estando no presente?
Porque alimentamos nossas dores emocionais?
Porque temos medo.
Porque temos medo da perda de alguém.
Medo de nos perdermos na solidão.
Porquê??
Se deixarmos de alimentar o vazio, como ficamos nós por dentro?
Vazios e amargosos.
Medo de nos encontrarmos connosco mesmos. Medo de nós próprios.
Temos medo de andar para a frente, porque temos medo do novo.
De alguém vir a não gostar de nós.
De não sermos correspondidos no amor.
Então: isolamo-nos, prendemo-nos a uma única dor, àquela que já tínhamos.
Para não sofrermos mais.
Para não sofrer prendemo-nos ás nossas emoções, o bastante para descortinar o porquê de não ter dado certo.

Precisamos que haja vários pólos de atenção nesta linhagem:

- Primeiro reconhecer-se que se erra.
- Depois dar a mão á palmatória e mostrar á outra parte que se errou e que se pretende melhorar.
- Mas para melhorar tem de haver vontade. E a vontade retira qualquer medo.
- Se o problema for inexistência de resposta do outro lado de lá, então a melhor maneira é respeitando o seu espaço.
- Respeitando o espaço do outro, para que esse outro alguém, distinga a realidade da ficção ou fantasia abrangente.
- Colocam-se muitas perguntas no nosso interior. E são todas expostas quando sofremos de amor.
- Temos essencialmente de tirar uma análise do que passa na relação, para ela ter fracassado.
- Mas se fracassou e se não há mais a resolver, devemos nos “desprender” desses pensamentos.
- E a melhor forma é perdoando as pessoas envolventes.
- Perdoar-se a si mesmo.
- Perdoar a pessoa em si.
- Perdoar o que houve de errado.
- Perdoar o tempo vivido.
- E ao nos perdoarmos a nós, estamos prontos a compreender o porquê de não haver retorno no quotidiano em relação á dita relação sentimental.
- É importante perdoarmos o passado e o presente, para assim podermos dar lugar ao novo. Só assim poderemos dar continuidade á vida. Ter força e coragem para florescer num novo dia, libertando-nos do passado, com alegria.
- Temos de perceber que tudo tem um tempo de existir e ao vivermos continuadamente sobre o tempo passado, não damos largas para um futuro promissor, nem tranquilo.
- O desapego é importante e a primeira base para libertarmo-nos de relações sentimentais que não nos trazem nada de volta, ou de novo, a não ser recordações.
- Todos sofremos de amor uma duas, três, “n” vezes na vida. Mas continuamos, resolvendo os nossos assuntos sentimentais, ou colocamo-los na prateleira, á espera que o pó da vida os tape por completo?

2 comments:

rakkicesdarakette - take II said...

Quero homenagear uma linda menina, que tem um coração de ouro, uma sensatez de prata e uma sensibilidade de esmeralda, a esta pequena flor um grande beijinho e continua a ajudar as pessoas que te são importantes. Não te deixes abalar pelas circunstancias da vida e vence os teus obstáculos com alegria e juvilidade. Pois tornam -se mais leves e serenos.
Um beijinho queria Patricia. (Já lá vou ter contigo ao easy...café)ihihihih.

manu said...

obrigada pelas palavras orientadoras e tranquilas.. e principalmente obrigada por partilhares os n problemas, as n dores, as n alegrias e virtudes.. obrigada por toda a tua imensa sensibilidade!

surpreendes cada dia...

beijinhos